Veteranos da Guerra do Ultramar

O Município de Melgaço em profunda demonstração de respeito, admiração e agradecimento para com todos os melgacenses que, chamados a cumprir o dever, lutaram pelas Forças Armadas Portuguesas na Guerra do Ultramar, divulga através desta página toda a informação recolhida sobre os veteranos naturais e/ou residentes no Concelho de Melgaço.

Consulte aqui a listagem dos veteranos conhecidos até ao momento.

Rostos da Guerra do Ultramar

No dia em que se comemoram 50 anos da revolução de 25 de abril, o Município inaugura a exposição, Rostos da Guerra do Ultramar, uma mostra fotográfica melancólica e saudosista, que simboliza, por um lado, a coragem e a dádiva de uma juventude melgacense que partiu para a guerra, e por “lá” deixou alguns dos melhores anos das suas vidas, e, por outro, evoca três jovens que, chamados a cumprir o dever, lutaram pelas Forças Armadas Portuguesas e não regressaram.


Tributo

Alberto Vieira (PT, 1956)

Em dia de comemoração da Revolução de 25 de abril de 1974, o Município de Melgaço prestou em 2023, a sua homenagem a todos os melgacenses que combateram no Ultramar e, em particular, aos que perderam a vida em combate, nomeadamente:

  • O 2º Sargento Osório Fernando Pires Lopes, natural de Paços, falecido em combate a 07 de agosto de 1966, em Moçambique.
  • Ao Soldado Manuel José Fernandes Almeida, natural da Vila, falecido em combate a 26 de janeiro de 1972, em Moçambique.
  • Ao furriel piloto, Fernando António de Carvalho Ferreira, natural da Vila, desaparecido em combate, em 6 de abril de 1973, na Guiné.

"Tributo" é a proposta do minhoto Alberto Vieira, artista com forte expressão no espaço público, não privilegiando matérias ou tecnologias, diversificando as suas propostas entre pedra, os metais ou a cerâmica, procurando criar semióticas de fácil apreensão e explorando iconografias coletivas, com forte sentido de engajamento político e intervenção social. Desta vez, escolheu o aço inoxidável para recuperar a forma do arame farpado, que foi pela primeira vez usado, no contexto de um conflito armado, na I Guerra Mundial. O artista desconstrói a ideia do arame farpado, que parece nascer da terra, desenvolvendo-se em nós e em caos que, depois se liberta, se solta para o céu. A obra procurou integrar-se no lugar, dialogando com a muralha e com a zona ajardinada pré-existente.