Carta de um castrejo publicada no jornal " Correio de Melgaço"

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Carta de um castrejo publicada no jornal " Correio de Melgaço"

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Reference code

PT/MMLG/DEM-CC/39

Title type

Atribuído

Descriptive dates

06/11/1916

Dimension and support

1 p.

Scope and content

39.ª - «Sr. Redator: nem um ápice se desviou o espírito deste bom povo do caminho traçado. Auscultei-o, a ver se o coração palpitava, mais ou menos regularmente, após o desengano das eleições. Não; o mesmo pulsar consciente, com a mesma inclinação, com o mesmo destemor, com uma convicção tão convicta que até parece incompreensível em almas de serranos, arredados, há bons puxados vinte anos, da comunhão sagrada da instrução; - e assim de tudo o que, hoje, pode formar consciências sãs e definir caracteres. Aqui, não: as almas bem formadas nasceram; e a honradez dos antepassados instiga-lha, se periga por momentos até com o ciciar das raras brisas, quanto mais com a fúria dos vendavais! Não temos, pois, que recear nada deste bom povo: - já porque o é, já porque se não vende a argentários e seis pantomineiros que buscavam imbuí-lo, como a crianças pequenas, com doces de marmelada. Fora vileza! // Continua da melhor saúde o nosso querido Comendador, e apraz-nos noticiá-lo, porque houve quem o supusesse com ataque apoplético, depois das explicações – à sua candidatura – feitas pelo Jornal de Melgaço. É, talvez, porque aqueles olhos perscrutadores viam Matias Sousa Lobato, professor oficial desta freguesia, aonde só estava o bom do Comendador? Parabéns. Já é vez. E nós, cá do monte abrupto e frio, víamos um professor a aposentar-se – e com perseguições odiosas – poder exercer qualquer lugar administrativo, com o bom Comendador em perfeita camaradagem e harmonia. Quem se enganou? Talvez… “um castrejo”? CL, 6/11/1916.»

Language of the material

Por (português)