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DEM
Dicionário Enciclopédico de Melgaço
CC
Cartas de um castrejo
1916-01-26/1917-05-27
1
Carta de um castrejo publicada no jornal " Correio de Melgaço"
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Carta de um castrejo publicada no jornal " Correio de Melgaço"
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Carta de um castrejo publicada no jornal " Correio de Melgaço"
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Carta de um castrejo publicada no jornal " Correio de Melgaço"
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Simple document
Reference code
PT/MMLG/DEM-CC/35
Title type
Atribuído
Descriptive dates
19/10/1916
Dimension and support
1 p.
Scope and content
35.ª - «Sr. Redator: tenho pena dizer-lhe que a “tourada” de 15 não deu o que desejávamos: “los diestros”, ou entorpecidos pelo frio – que já quer intensificar-se nestas paragens – ou, o que é mais certo (que eles são peritos), achando declives no terreno, não puderam fazer as “pegas” de frente, nem, mesmo, uns “passes”. “Malo gado e mala arena”. “Otro gado e otra tierra, señoritos”! Mas que descambar este, quando o nosso fito, quando a nossa alma está com o progresso da instrução… - Sempre estamos uns «tontos»? É que chegamos ao mais intenso e íntimo júbilo, quando deparamos com a lista do concelho para as eleições camarárias; e, tanto mais, quanto é certo que C.L. tem ali dois representantes, ao par dos homens mais ilustres do concelho, a enfileirar no caminho do progresso com o clero, a nobreza (elite), o comércio, a indústria e a agricultura! Pareceu-nos um conto de fadas a lista do concelho, pois só uma fada, decerto, poderia prepará-la e prepará-la tão bem. Nada falta ali. Todas as forças vitais do concelho estão representadas dignamente, desde religião, símbolo psíquico e imorredoiro do nosso povo, até aos mais puros princípios liberais. A “fada” englobou tudo. Agora, castrejos amigos, se, como não duvido, de entre vós há alguém descontente, há alguém indigno, há algum carneiro que atraiçoe a terra natal, votando contra tal lista ou só atraiçoando – na volta de irdes (haverá mais do que um?) cumprir um dos mais sagrados deveres do cidadão português, não pises mais terras castrejas, que és indigno. Queres escolas sem serem regidas por um homem sem exame do 1.º grau? Queres meios para agir, para te elevares? Verás tão pouco que não hajas reconhecido a governação nefasta de umas dezenas de arranjistas, sem cor política e mesmo pouca cor nas faces? Não, castrejo, não. Herdaste, com a honra de teus pais, a firmeza de carácter que imprime o teu clima, o torrão que te viu nascer e o eco dessas montanhas que te circundam a casa, a repetir sempre: honra, dignidade e carácter! Abaixo a subserviência, abaixo a pressão ao homem, cuja liberdade de consciência é um apanágio imprescindível. Castrejos amigos, votai na lista do concelho, a mais completa, a mais pura de quantas hei visto; mas, se nela achardes impurezas, não atraiçoeis a vossa consciência. O voto é livre e dai-o só a quem não vos pressione, sob pretextos fúteis ou favoritismos irrealizáveis. Lisura, amigos, como lisas são as vossas almas de serranos conscientes – que a luz bendita da instrução ainda virá tornar-vos mais radiosas. // P.S. – Continua regendo interinamente a escola desta freguesia um interino sem exame do 1.º grau e imposto, por irrisão, decerto, pela Comissão Executiva da Câmara. Por amor de Deus e dos seus, Sr. Inspetor, venha daí. Venha até nós e veja o que é isto: - nem é escola, nem é professor! A tal Comissão mandou-nos tinta por água-de-cheiro (!). Fora a farmacopeia indigna, e V. Ex.ª será um Cristo a expulsar os vendilhões do templo da instrução no concelho. C.L., 19/10/1916.»
Language of the material
Por (português)